Forma de vida desconhecida é encontrada na Antártida

iago maycon | 18:53 | 0 comentários

Bactéria completamente desconhecida foi encontrada em lago subglacial, quatro quilômetros abaixo da superfície.


O laboratório de genética Instituto de Física Nuclear de São Petersburgo (Rússia) anunciou uma nova descoberta científica muito interessante. Cientistas russos encontraram um tipo completamente desconhecido de vida em um lago subglacial localizado na Antártida. Trata-se de uma nova bactéria com DNA desconhecido pelos catálogos existentes atualmente em todo o mundo.

Para encontrar a bactéria, os pesquisadores colheram amostras de água do Lago Vostok, que está localizado abaixo de uma gigantesca camada de gelo — foram aproximadamente quatro quilômetros de perfuração para a obtenção das amostras.  Estima-se que o lago subglacial esteja coberto de gelo há mais de um milhão de anos e ainda assim continua em estado líquido.


Por que isso é tão importante?
 Encontrar vida em condições extremas é uma tarefa extremamente interessante para a comunidade científica. Um dos principais motivos para a incessante busca por vida em temperaturas muito baixas — e condições atmosféricas menos parecidas com as que encontramos normalmente — está no fato de que isso pode significar que há vida fora da Terra.

Isso mesmo. Há muitas teorias que apontam para a ausência de vida em outros corpos celestes e planetas, justamente por condições climáticas e atmosféricas. Como as condições do lago subglacial Vostok é muito similar ao existente em algumas das luas de Júpiter e Saturno, parte dessas teorias seria derrubada — fazendo com que a ideia de que realmente existe vida fora da Terra fique mais forte.

Vale dizer que a bactéria foi encontrada por cientistas russos, mas isso aconteceu em um lago subglacial que está quatro quilômetros abaixo da superfície de gelo da Antártida. Também é necessário dizer que apesar de a pesquisa só ter sido divulgada agora, as amostras foram colhidas na metade de 2012. Por esses dois motivos (localidade e data), não há qualquer chance de as bactérias serem oriundas do meteoro que caiu na Rússia neste ano.

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